quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Presos de São Pedro de Alcântara poderão trabalhar na produção de barcos

A Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania informou, nesta quarta-feira, 2/10, que assinou convênio com a empresa NautCar Carretas Náuticas, de Biguaçu, na Grande Florianópolis, para permitir que presos da Penitenciária de São Pedro de Alcântara trabalhem, dentro da unidade prisional, na fabricação de barcos.
Segundo o gerente de Produção da NautCar, Gilberto Junckes, o projeto será desenvolvido com exclusividade na unidade em São Pedro de Alcântara e no início com 10 detentos. Junckes lembra que a empresa já emprega um ex-preso em sua sede, que se destaca como um dos melhores colaboradores.
De acordo com o diretor do Departamento de Administração Prisional, Leandro Antônio Soares Lima, a mão de obra contratada deve ser especializada o que permitirá que o detento esteja capacitado para um nicho de mercado promissor no Estado após sua saída do sistema prisional.
Além dos barcos, serão produzidos na unidade prisional os chamados berços náuticos, uma estrutura construída em madeira para sustentação e pequenas locomoções de embarcações náuticas. O primeiro berço náutico foi construído na semana passada, dando início às atividades da empresa na Penitenciária.

(Com informações do site da Secretaria de Justiça e Defesa de Cidadania)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Membros da Pastoral realizam encontro em Blumenau

O juiz João Marcos Buch, da Vara de Execuções Penais da Comarca de Joinville foi o convidado especial no Encontro da Pastoral Carcerário de Santa Catarina. 
Ele proibiu a revista vexatória nas familiares das pessoas presas no molde da revista humanizada fé Goiás.O 21º Encontro da Pastoral Carcerária Regional Sul 4 aconteceu em Blumenau, entre 27 e 29 de setembro.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

TJ/SC apoia “universidade sem muros” em presídio da Capital

A desembargadora Salete Sommariva reuniu-se com a professora Vera Regina Pereira de Andrade, Pós-Doutora em Direito Penal e Criminologia e Coordenadora do Projeto Universidade Sem Muros, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O projeto consiste no atendimento as detentas do Presídio Feminino da Capital. Segundo a coordenadora, as detentas estão muito satisfeitas com o projeto.

“Atendemos situações diversas e a equipe do projeto está empenhada para prestar o melhor atendimento possível”, ressaltou. A segunda etapa do projeto consistirá na prestação de atendimento psicológica as detentas. A equipe do projeto solicitou o apoio do Tribunal de Justiça. A coordenadora da Cepevid, a desembargadora Salete Sommariva parabenizou a equipe e ressaltou que toda ajuda ao sistema prisional é bem recebida. 

“Iniciativas deste porte auxiliam na ressocialização dos detentos”, afirmou. A primeira reunião realizada pela Secretaria de Justiça e Cidadania, UFSC e TJSC foi em 2012. O  “Projeto Universidade sem Muros”, idealizado pela UFSC, atua desde 2006 e já realizou vários trabalhos no sistema prisional na Grande Florianópolis. Conta com a participação de alunos de graduação, mestrandos e voluntários em busca de um sistema prisional humanizado, cujo objetivo é minimizar a violência e controlar a violação de direitos. 

Estavam presentes na reunião, os mestrandos Luciano Góes e Vanessa Maciel Lema, executores do projeto, a secretária da Cepevid, Maria da Graça Vieira da Silva, a assessora especial da Presidência, Wânia Kamienski, a oficiala de Gabinete, Ingrid Sartor e Mauro Philippi de Oliveira,  representando a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania.

(Informação do site do TJ/SC)

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Pastoral Carcerária de MS faz curso de Perdão e Reconciliação

A coordenação da Pastoral Carcerária na Diocese de Coxim (MS) realizou no Centro de Recuperação Recomeço, mais um curso da Escola de Perdão e Reconciliação (Espere) com a participação de 20 residentes. O evento ocorreu entre 26 de agosto e 6 de setembro.
Segundo Sirley Barreto, coordenadora diocesana da Pastoral, “foram duas semanas intensas, com muitas alegrias, levando o processo de perdão e reconciliação através de uma experiência divina e humana”.
Ainda conforme a coordenadora, “o que podemos avaliar neste processo de dinamização das Escolas de Perdão e Reconciliação na nossa diocese, é que estes dias de dedicação, foram como sementes lançadas numa terra frágil, mais esperançosa, apesar das nossas dificuldades e consciente dos grandes desafios em trabalhar o perdão e a reconciliação para promover uma cultura de paz, entre grupos de pessoas maltratadas pela vida e tão necessitadas de compaixão e misericórdia”.
Sirley comentou ainda que “foi emocionante viver a experiência junto com estes adictos que tanto buscam o auto perdão para compreender melhor sua condição humana. Um deles, aproveitando a ocasião da cerimônia de entrega de certificação simbólica da Espere para aqueles que frequentaram os encontros, pediu perdão a toda sua família”.
Além da presença dos agentes da Pastoral na cerimônia de conclusão, também participou um pastor voluntário no centro de recuperação, que fez uma pregação sobre o ato de perdoar. Em vários depoimentos, os residentes disseram ter tirado uma sobrecarga negativa e que estavam abertos ao processo do perdão.
“Eu agradeço a Deus esta oportunidade que ele está me dando de trabalhar com a Espere, com grupos de pessoas tão especiais aos olhos dele, e também à minha Igreja, que é essencialmente missionária, para ser uma presença constante nestes ambientes tão conflitantes”, contou Sirley, que garante que o processo de perdão e reconciliação no centro de recuperação terá sequência uma vez por semana.

(Informações do site www.carcerária.org.br)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Diário Catarinense (18/8/2013) - Cacau Menezes

Cinema atrás das grades

As grades já não impedirão o acesso à arte em Joinville. Agora, pelo menos uma vez por mês, os detentos do sistema prisional terão sessões de cinema. O projeto Cinema na Execução Penal quer contribuir para o resgate da autoestima e da capacidade crítica dos apenados. Além de, por meio da linguagem audiovisual, trocar a ociosidade pela integração social e pela assistência educacional.

“O cinema é reconhecido como arte, por isso está contido na educação, direito de todos e dever do Estado, e visa o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”, considerou o autor do projeto, juiz João Marcos Buch, titular da 3ª Vara Criminal e corregedor do sistema prisional do município.