quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Agentes da Pastoral Carcerária de SC se reúnem em Tubarão

Cerca de 60 agentes da Pastoral Carcerária de Santa Catarina se reuniram, no final de setembro, em Tubarão, Sul de Santa Catarina.


A 25º Assembleia Estadual contou com a presença do vice-coordenador nacional, padre Gianfranco Graziola, que presidiu a eleição para a nova coordenação catarinense, que ficou assim constituída:
- Coordenação estadual: Padre Cleyton (Diocese de Lages).
- Vice-coordenador estadual: Padre Adir Rodrigues (Diocese de Chapecó).
- Secretária: Nilma (Diocese de Lages).
- Coordenação da Mulher Presa: Virginia Oliveira (Diocese de Florianópolis).

Houve diversos debates sobre o trabalho junto aos presos. Um deles teve o bispo de Tubarão, Dom João Francisco Salm, como palestrante.



O coordenador da Estampa Livre da Pastoral Carcerária de Florianópolis, Newton Almeida, também realizou uma apresentação sobre as atividades desenvolvidas na estamparia.

Ainda foi celebrada uma missa na Paróquia Imaculada da Conceição de Morrotes.

Confira outras fotos:

segunda-feira, 24 de setembro de 2018


Projeto de acompanhamento social de detentos em Chapecó resulta em baixa reincidência

Objetivo é ressocialização. Presos têm aula e recebem visitas da comunidade.

Um projeto de acompanhamento social de detentos em Chapecó, no Oeste do estado, tem obtido bons resultados no quesito reincidência. Dos 76 novos casos do Central de Penas e Medidas Alternativas em agosto deste ano, 11 já haviam cometido crimes anteriormente. A ideia é fazer a ressocialização dos presos.


Na Penitenciária Agrícola de Chapecó, os detentos têm aula e recebem visitas da comunidade. Um dos presos está há três anos no local e há um nenhum parente vem vê-lo. "Todo mundo que aqui se encontra merece uma segunda chance independente do que fez, deixou de fazer. Assim que as portas se abrirem, a gente vai procurar sempre o melhor para cada um", disse ele.

Acompanhamento
A ação faz parte de um acompanhamento social de detentos em regime semiaberto ou com penas restritivas. O objetivo é que, quando ganharem a liberdade, os presos não cometam mais crimes. Atualmente, 926 recebem esse atendimento em Chapecó.

"Para encaminhar então para trabalho e renda, educação, saúde, assistência, que engloba ressocialização", resumiu a coordenadora do Centro de Penas Alternativas de Chapecó, Andressa Beduschi Borges da Silva.

"Nós precisamos então passar de uma cultura do ódio, da vingança, da violência, para uma cultura da paz", afirmou o vice-presidente do Conselho da Comunidade de Chapecó.

(Fonte: NSC TV. Link da reportagem: goo.gl/GDgjJF)

segunda-feira, 6 de agosto de 2018


Presos de Itajaí pagam a própria faculdade com
dinheiro recebido por trabalho atrás das grades

Treze detentos da Penitenciária da Canhanduba, em Itajaí, serão os primeiros no Estado a se formarem em um curso superior de Logística pago com o dinheiro vindo do próprio trabalho, atrás das grades. O projeto, pioneiro em Santa Catarina, já tem 60 inscritos para a próxima fase.

O curso durou dois anos e meio. Durante o dia, os detentos trabalharam em empregos oferecidos dentro da unidade. À noite faziam o curso pela internet, sob a supervisão dos agentes prisionais. Uma vez por mês eles deixavam a prisão, com escolta, para as provas presenciais na faculdade, em Itajaí.
Diretor regional do Departamento Estadual de Administração Prisional (Deap), Juliano Stoeberl diz que a ideia foi garantir que, pagando pelo curso com o próprio salário, os detentos dessem valor à oportunidade e se criasse um ciclo: para estudar é preciso estar trabalhando, e para ter vaga de emprego é necessário ter bom comportamento.

Detentos faziam aulas pela internet, sob supervisão dos agentes penitenciários

A fórmula deu certo. Bruno Schweder, 34 anos, foi condenado por tráfico de drogas e deixará a prisão em um ano e meio - antes disso, pensa em cursar pós-graduação. Diz que a faculdade abriu novos horizontes, trouxe o gosto pelos estudos, e o aproximou da família.

Bruno é o líder da cozinha da penitenciária, onde coordena 62 outros detentos que servem quase 10 mil refeições por dia. As lições do curso serviram, inclusive, para organizar o trabalho dentro da unidade prisional.

- Uso a logística na distribuição e armazenagem das mercadorias, e também as informações de gestão de pessoas e liderança - comenta.

Fernando Jorge, 47 anos, acredita que a faculdade trará novas oportunidades.

- Saindo daqui formado, terei um diferencial. A administração prisional fez sua parte, mas me pergunto como o mercado vai nos receber lá fora. É importante que o Judiciário também nos auxilie nisso - diz.

Dois 13 detentos que farão a colação de grau na próxima terça-feira, o único que terminou a pena e foi liberado já conseguiu emprego na área de logística. Para as próximas turmas, também será oferecido também o curso de tecnólogo em Negócios Imobiliários.

Fonte: Diário Catarinense, por Dagmara Spautz

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Opções de remição de pena 
para os presos catarinenses

No Complexo Penitenciário de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis as linhas de produção vão desde a montagem de produtos como telefones, embalagens, carretas náuticas e cadeiras odontológicas, até o acabamento e o polimento de peças para a indústria automobilística. O trabalho executado pelos detentos conta com auxílio e supervisão de um funcionário enviado pela empresa conveniada. E tudo passa pelo controle de qualidade.

Trabalho:
O preso que está trabalhando tem interesse em se manter na função não somente pela remuneração, mas pelas características de terapia ocupacional que a atividade laboral proporciona. A remuneração mínima prevista na Lei de Execução Penal (LEP) é de 75% do salário mínimo. No entanto, nos convênios com o sistema prisional catarinense, as empresas pagam um salário mínimo inteiro: 75% desse valor ficam para o detento e 25% vão para o Fundo Penitenciário Estadual - e a verba é utilizada na manutenção da própria unidade prisional.

O valor recebido pelo preso fica em uma conta poupança e poderá ser retirado quando for liberado ou pode ser repassado aos seus familiares ou advogados, mediante autorização. Além disso, também como prevê a Lei de Execução Penal, a cada três dias trabalhados o preso tem redução de um dia de pena.

Por outro lado, as empresas conveniadas ficam dispensadas do pagamento de 13º salário, FGTS, INSS, aviso prévio, bem como alguns impostos e outros benefícios trabalhistas. Como contrapartida, investem na estrutura das oficinas de trabalho dentro das unidades prisionais e essas benfeitorias poderão ficar na unidade prisional se ocorrer rescisão do contrato de trabalho.

As empresas interessadas em participar dos projetos de ressocialização devem entrar em contato com a Gerência de Trabalho e Renda do Departamento de Administração Prisional (Deap) para que seja firmado o convênio.
Telefone: (48) 3665-7310

Leitura e ensino:
Outra iniciativa que estimula a ressocialização e que vem dando bons resultados é o projeto Despertar pela Leitura. Os presos que têm bom comportamento podem retirar livros e ficar com eles durante 21 dias. Após esse período são submetidos a uma prova escrita sobre a obra. Se aprovados, a cada livro lido recebem redução de três ou quatro dias de pena. Os livros são distribuídos conforme o nível de escolaridade do reeducando. Há o limite de 12 livros e até 48 dias de remição por ano.
Hoje, são 38 bibliotecas espalhadas por 35 unidades prisionais, contando com um acervo de 27 mil exemplares. Ao todo, 2.633 presos participam dos projetos de leitura.

Estudo:
Além dos presos que trabalham, há os detentos que estudam no sistema prisional catarinense. A Penitenciária de São Cristóvão do Sul, em Curitibanos, por exemplo, é um marco no sistema prisional de Santa Catarina com 100% dos detentos trabalhando e 50% estudando.
Desde 2011, milhares de apenados formaram-se em cursos profissionalizantes e outros milhares em cursos de  ensino fundamental ou médio, ofertados em uma parceria entre as secretarias de Justiça e Cidadania e da Educação.
Com as oficinas de trabalho, a leitura e a educação, ambientes hostis como os cárceres ganham novos ares e impulsionam iniciativas de ressocialização dentro do próprio sistema.

Saiba como funciona a remição de pena neste link:
http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/81644-cnj-servico-como-funciona-a-remicao-de-pena

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Coordenadora de programa mundial sobre
 arte nas prisões visita Florianópolis

Ashley Lucas esteve no Presidio Feminino da Capital em maio

A coordenadora do maior programa mundial sobre arte nas prisões envolvendo música, teatro, fotografia e dança, professora americana da Universidade de Michigan (Estados Unidos), Ashley Lucas, esteve em Florianópolis para apresentar seu trabalho.


Na tarde da terça (23), ela visitou o Presídio Feminino da Capital acompanhada de um grupo de 13 estudantes de Michigan que integram um intercâmbio com universidades brasileiras.


Para a professora Ashley, é possível transformar a vida das pessoas na prisão oferecendo ao encarcerado a oportunidade de conhecer o mundo da arte.
Além dos 13 estudantes da Universidade de Michigan, mais três alunos do curso de Licenciatura em Teatro da Udesc participaram da visita ao Presídio Feminino de Florianópolis, que hoje abriga 71 reeducandas. 

Eles foram até o pátio externo e ao espaço de sala de aula e ainda puderam visitar o novo prédio que está sendo construído na unidade.

No sábado (19), a professora Ashley ministrou atividades de jogos teatrais com oito reeducandas do presídio feminino que participam do projeto piloto de teatro coordenado pelo professor do Departamento de Artes Cênicas da Udesc, Vicente Concílio.

A reeducanda Daiane Neves de Melo, de 38 anos, dona de casa com três filhos, hoje cumpre sua pena de oito anos no presídio da Capital. Ela foi uma das primeiras apenadas a se inscrever na oficina de teatro com o professor Vicente Concílio e está feliz com o resultado.
- É uma terapia e uma diversão. Abre muito a nossa mente e faz a gente pensar. Adoro o professor Vicente, mas a professora Ashley é maravilhosa -, declarou Daiane que já concluiu a educação formal e agora vai prestar vestibular para Pedagogia.

A Mostra, que inclui atividades laborais executadas nas unidades prisionais, feira com exposição de produtos fabricados por reeducandos, apresentações artísticas e seminários sobre a ressocialização, será realizada em julho, em Florianópolis.

(Fonte: site Tudo sobre Floripa)